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Processadores |
Fazendo Upgrade do seu Computador Ŕs vezes quando percebemos que nosso computador năo é mais suficiente para rodar os programas e jogos mais recentes, nossa reaçăo é simplesmente pensar em comprar um novo. Porém muitas vezes este năo é o melhor caminho a seguir, ao invés de trocar todo o micro, podemos trocar apenas componentes chave para o desempenho do sistema, ou seja, fazer um upgrade. Nem sempre é fácil decidir qual seria a melhor alternativa de atualizaçăo. - O que eu deveria trocar para melhorar o desempenho do meu micro? O HD? As memórias? O processador? A placa de vídeo? Seria melhor jogar tudo fora e comprar um novo?? Para decidir quais componentes devem ser subistituídos é preciso examinar a configuraçăo atual do micro e definir qual a quais aplicaçőes ele se destina. Um micro destinado a um escritório, tem como prioridade a velocidade do processador, disco rígido e quantidade de memória. Um PC voltado para jogos, já prioriza também uma boa placa de vídeo. Examinemos a seguinte configuraçăo: - Pentium 150 MHz Imaginemos que o micro é utilizado para acessar a Internet e aplicaçőes de escritório, principalmente o Office. Apesar do micro ter uma configuraçăo equilibrada, o usuário seria muito beneficiado se aumentasse a quantidade de memória RAM para 48 ou 64 MB, pois memória RAM atualmente custa muito barato, pouco mais de R$ 1 por megabyte. O passo seguinte seria trocar o processador, neste caso deveríamos examinar quais processadores săo suportados pela placa măe (essas informaçőes estăo contidas no manual) e nos decidir por um deles, ou entăo trocar também a placa măe por uma mais recente. Năo faria sentido trocar a placa de vídeo, pois nesse caso ela é mais do que suficiente, muito menos o drive de CD-ROM ou a placa de som. Vamos examinar agora um outro caso: - Pentium II de 333 MHz Imaginemos que o dono deste micro é viciado em jogos, princiaplmente jogos 3D com o Quake 2 e simuladores do vôo. Apesar do micro ter uma exelente configuraçăo, o dono seria muito beneficiado pela instalaçăo de uma placa de vídeo 3D. Para ilustrar melhor, vamos discutir sobre qual a vantagem da troca de cada componente: Memória RAM: Pelo baixo custo e pela grande melhora de desempenho ao aumentar a memória RAM, esta quase sempre é a opçăo mais prioritária de upgrade. Atualmente se encontram ŕ venda memórias RAM por pouco mais de R$ 1 por megabyte. Antigamente ela custava muito mais caro, a apenas 2 anos custavam em média R$ 45 por megabyte! Na memória RAM săo carregados todos os programas abertos. Caso a quantidade de memória năo seja suficiente para rodar um determinado programa, o Windows cria um arquivo temporário no disco rígido. Este arquivo, chamado "swap file" ou memória virtual, é utilizado como se fosse memória RAM. Assim, os dados que deveriam ser gravados na memória, săo gravados neste arquivo, e é possível carregar o programa. Acontece que o disco rígido, é milhares de vezes mais lento do que a memória RAM, de modo que o uso de memória virtual pelo SO deixa o sistema extremamente lento. O aumento da quantidade de memória RAM, năo deixa o sistema mais rápido, porém com mais memória RAM, deixamos de usar memória virtual, resultando num ganho brutal de performance. Para se ter uma idéia, rodando o Windows 95, um Pentium 100 com 32 de memória RAM, é muito mais rápido do que um Pentium II 300 com apenas 8 MB. A quantidade nescessária de memória RAM deve ser medida pelos programas usados no micro. Caso vocę seja daqueles que custumam usar apenas um programa de cada vez, geralmente um editor de textos, entăo 32 MB de memória serăo muito mais do que suficientes, muitas vezes 16 MB já dăo conta do recado. Caso vocę tenha o costume de trabalhar com vários programas abertos, ou usa programas gráficos pesados, entăo será muito beneficiado pelo uso de 64 MB ou mais de RAM. Vale lembrar que existe queda de desempenho ao usar mais de 64 MB de RAM na maiorida das placas măe de soquete 7 (Pentium, K-6, MMX, etc.) para mais detalhes sobre isso leia a nossa sessăo FAQ ou nosso tutorial sobre memórias. Esse problema năo existe porém caso se esteja utilizando um processador Pentium II. O Processador: O processador é o cérebro do computador, e o principal responsável pelo desempenho do sistema, porém de nada adianta um processador veloz em um conjunto fraco. Atualmente, escolhemos basicamentete entre o MMX, o Pentium II, o Celeron, o K6 e o K6-2, uma boa alternativa săo os processadores Cyrix, mas como é praticamente impossível encontrá-los aqui no Brasil, darei mais atençăo aos outros: Pentium MMX: Seria uma alternativa para um upgrade de baixo custo, principalmente para quem já tem uma placa măe que ofereça suporte a este processador e esteja querendo atualizar o micro. Em termos de custo benefício já năo é a melhor opçăo, mas existe a opçăo de overclocá-lo, assim, com um 233 MMX overclocado para 262 (3,5x 75) já é um bom equipamento, capaz de rodar qualquer aplicaçăo mais pesada. AMD K6 : K6 da AMD é o concorrente direto do MMX, possui basicamente as mesmas caracteristicas, ganhando em aplicaçőes de escritório e perdendo em aplicaçőes multimídia, como já explicamos em outras oportunidades. A grande vantagem dele sobre o MMX porém é justamente o preço, ele custa menos de 2/3 de um MMX de mesmo clock se tornando uma boa opçăo em custo benefício. O seu maior problema é o aquecimento exagerado que praticamente impossibilita o overclock. Celeron: Versăo de 266 MHz do Celeron por pouco năo é ultrapassada em velocidade por um 233 MMX em aplicacőes de escritório. Ele se dá bem porém em aplicativos gáficos e jogos, sendo nestes casos pouco inferior a um Pentium II do mesmo clock. O trunfo deste processador porém é a sua overclocabilidade. Um Celeron 266 roda sem problemas a 400 MHz (4x 100MHz) ou 448 MHz (4x 112MHz). Claro que para isso é preciso uma placa măe com chipset BX, como a Abit BX-6 ou a Abit BH-6 que săo um pouco difíceis de achar aqui no Brasil e quase sempre bem caras, na faixa de 250 reais. Além disso săo nescessárias memórias PC-100 (SDRAM's comuns năo servem) o que encarece ainda mais o conjunto. Até bem pouco tempo atrás o Celeron 266 overclocado para 448 era uma das melhores opçőes em custo-beneficio, mas deixou de ser atraente com o lançamento do Celeron Mendocino. Celeron "A" (Mendocino): O mais novo lançamento da Intel, o novo Celeron agora incorpora um cache L-2 de 128 kB, que ao contrário do que acontece no Pentium II, roda na mesma velocidade do processador . Ao contrário do que se poderia esperar, o Celeron Mendocino de 300 MHz também permite overclock para 450 MHz, desta vez com bus de 100 MHz e multiplicador de 4,5x. Isto foi uma verdadeira bomba, já pensaram um processador que custa pouco mais de 80 dólares (nos EUA) bater em performance um P-II 400?? Pois isso ja é realidade, em conjunto com uma placa com chipset BX (Abit BH-6, Abit BH-6, etc.) e memória PC-100 o Celeron Mendocino roda estavelemnte a 450 MHz (!!). Isso acontece por que ele usa a mesma tecnologia usada no Pentium Xeon de 400 MHz. A única desvantagem do Celeron Mendocino é a incapacidade de usarmos mais de um processador (podemos usar dois P-II na mesma placa măe, formando um sistema duplo-processado) o que o restringe ao uso doméstico. Atualmente o Celeron Mendocino é a melhor opçăo custo-benefício, talvez a melhor da história. É so ter um pouco de pacięncia e esperar ele começar a aparecer aqui nas terras tupiniquins. Pentium II: Para uso doméstico atualmente năo é uma boa escolha, pois tanto o Celeron quanto o Celeron Mendocino (em overclock) acabam saindo mais baratos que um P-II 300 e oferecem um desempenho bem superior. A única vantagem do P-II sobre eles é a possibilidade de usar dois processadores, porém para uso doméstico isso năo faria sentido. Pentium II Xeon: Se o micro for para uso doméstico esqueça-o. O Xeon foi feito sob medida para servidores de rede, a diferenca dele para o P-II comum é o cache L-2 que funciona na mesma velocidade do processador, e a possibilidade de usarmos até 8 processadores na mesma placa măe. Estas caracterísaticas porém só fazem sentido num servidor de rede. Num servidor, as informaçőes processadas săo tăo repetitivas, que o cache L-2 no mesmo clock do processador faz uma difereça incrível, o que pouco ajuda num micro doméstico. Além disso só um louco ia querer usar um sistema multiprocessado para jogar Quake 2. AMD K6-2: É a resposta da AMD para o Pentium II da Intel. As diferenças para o K6 antigo é a nova técnica de fabricaçăo do chip em .25 micron, o que soluciona o problema de aquecimento encontrado nos antigos K-6 e até possibilita overclocks da ordem de 10 ou 15%, além das instruçőes 3-D Now! que melhoram o desempenho do micro em gráficos 3-D desde que façamos uso támbem de uma placa 3D. O problema das instruçőes 3-D Now!, é que caso usemos softwares ou jogos que năo façam uso destas instruçőes, estas se tornam inúteis. Felizmente a Microsoft incluiu suporte ao 3D Now! no DirectX 6, e muitos fabricantes estăo incluindo suporte nos drivers de suas placas de vídeo. Em instruçőes que năo fazem uso do 3D Now!, o K6-2 é inferior a um P-II do mesmo clock, năo sendo muito superior a um MMX, porém em aplicativos que façam uso destas instruçőes ele chega a superar o P-II. Vale lembrar que para manifestar todo o potencial do K6-2, é preciso usá-lo em conjunto com uma placa măe Super-7 que aceitam bus de 100 MHz. Estas ainda săo bem difíceis de achar aqui no Brasil. A Placa Măe: A placa măe é um dos principaiscomponentes do micro. Porém, quase sempre a diferença de performance entre placas măe equivalentes porém de marcas diferentes năo passa da casa dos 5%. Porém muitas vezes quando fazemos um upgrade é preciso também a substituiçăo da placa măe. Atualmente podemos dividir as placas măe ŕ venda em: Placas que Usam Slot One: As placas para Pentium II obrigatoriamente usam o slot one, onde é encaixado o processador. O formato deste slot, lembra um pouco o de um Slot ISA. Placas que Usam Slot One: As placas para Pentium II obrigatoriamente usam o slot one, onde é encaixado o processador. O formato deste slot, lembra um pouco o de um Slot ISA. Já as placas com chipset BX, como a Abit BX6 e a Abit BH6 suportam bus de 100 MHz, permitindo o uso de processadores Pentium II de 350, 400 e 450MHz. É importante lembrar que somente com uma placa com chipset BX podemos overclocar o Celeron 266 para 400 MHz. Outro ponto a favor é que essas palcas săo compatíveis com os processadores Pentiun II antigos, de modo que usando uma placa BX, em conjunto com um P II 233 por exemplo, o seu micro ficará pronto para um upgrade futuro trocando apenas o processador. Placas com Slot Two: O slot two foi criado pela intel para acomodar o Pentium Xeon, esta traz novidades na arquitetura que privilegiam este processador. Estas placas porém săo muito caras. Placas Soquete 7: Essas săo as placas mais antigas, que rodam o Pentium Comum, o MMX e o K6. Utilizam bus de 66, 75 e 83 MHz, dependendo da placa. Quanto maior o bus permitido pela placa măe, maior serăo as suas possibilidades de fazer overclock, pois os processadores MMX, bem como os K6, possuem uma trava que impede que mudemos o multiplicador de clock, assim so podemos fazer overclock aumentando a velocidade do barramento, isto certamente deve pesar na hora da compra. Vale lembrar que o MMX e o K6 utilizam voltagem dual, ou seja, o processador trabalha internamente com 2,8v e externamente com 3,3v. Nem todas as placas tem esse recurso, năo permitindo o uso destes processadores. Placas Super 7: Os novos processadores AMD K6-2 usam barramento de 100 MHz, e por isso foram desenvolvidas placas equipadas com soquete 7 que funcionam ŕ essa velocidade. Apesar do K6-2 funcionar em placas mais antigas, que so suportam bus de 66 MHz, o seu desempenho fica bastante prejudicado, por isso o ideal é usá-lo em uma placa Super-7. Bons exemplos de placas săo a FIC-PA-2013 e a ASUS P5A. Caso tenha decidido trocar o seu processador por um K6-2, entăo reserve também algum dinheiro para comprar também uma boa placa. O tipo de placa a ser comprado, deve ser escolhido de acordo com o processador a ser usado, também devemos levar em conta upgrades futuros. Ao invés de comprar uma placa para P-II com chip-set LX (mais barata) poderíamos comprar uma que usa chip-set BX, assim além de nos beneficiarmos com as possibilidades de overclock permitidas por esta placa, deixariamos nosso micro pronto para um upgrade direto para um P-II 400 ou superior trocando-se apenas o processador. Placa de Vídeo: Para quem gosta de jogos, a placa de vídeo faz muita diferença, mas para quem trabalha com editores de texto, uma placa de última geraçăo năo traz vantagens. Atualmente temos placas de vídeo 2D e 3D, certamente vocę já está familiarizado com as funçőes de cada uma. Existem dois tipos de placas de vídeo 3D, as que funcionam em conjunto com uma outra placa 2D, e as combo que ao mesmo tempo processam gráficos em 2 e 3 dimensőes. Quase sempre as placas Combo saem mais barato, pois poupam vocę de ter de gastar mais dinheiro com uma placa de video 2D. Bons exemplo de placas Combo săo a Viper V330 e V550, estas inclusive săo excelentes placas, principalmente levando-se em conta o fator custo-benefício. Quanto ŕ placa de vídeo 2D, năo se preocupe muito. Năo é preciso uma grande placa para gerar gráficos 2D satisfatórios, pois a parte dificil mesmo fica por conta das palcas 3D, nelas sim a performance faz muita diferença. Qualquer placa média, como uma Trident 9685, ou uma Diamond 2000 oferecem um desempenho mais do que suficiente, qualquer coisa acima disso só será percebido através de benchmarks. Na prática a diferença é quase nula. Outro ponto confuso atualmente, é o papel das placas de vídeo AGP. Uma placa de vídeo năo é mais rápida simplesmente por ser AGP. A vantagem do AGP, é que ele oferece uma banda maior de passagem de dados, mas se a placa năo for rápida o suficiente para fazer uso desta banda toda, entăo năo existe ganho de performance. Além disso as vantagens do AGP só podem ser aproveitadas por uma placa de vídeo 3D. É simplesmente ridículo querer uma placa 2D que seja AGP. HD: Apesar da velocidade do HD fazer bastante diferença no desempenho geral do sistema, năo vale ŕ pena trocar o seu HD por outro, simplesmente pensando na velocidade. Leve mais em conta se realmente vocę está precisando de mais espaço, caso năo, ent ăo é melhor esperar, pois o HD é um dos componentes do PC que mais evoluiu e que mais caiu de preço. Só por curiosidade, os primeiros HD's para uso doméstico, no começo da década de 80, tinham menos de 5 MB, e custavam mais de 3.000 dólares. Quanto mais vocę esperar antes de trocar o seu HD, menos vai gastar e melhor sera o equipamento que vocę irá adiquirir. CD-ROM: Atualmente vemos muitos anúncios de micros, onde se dá bastante destaque ŕ velocidade do CD ROM. Mas na prática, o CD ROM é sem dúvida o componente que menos influencia na velocidade do micro. Basicamente, usamos o CD-ROM para duas coisas: Instalar programas e jogar jogos que rodam apartir do CD. Logicamente, um CD mais rápido resultará numa instalacaçăo de programas mais rápida, porém, quanto tempo vocę custuma passar por semana instalando programas apartir de CD's? Será que valeria ŕ pena gastar mais 80 ou 100 reais simplesmente para economizar alguns segundos? O que deve ser levado em considereçăo ao comprar um CD-ROM, năo é a velocidade, mas, a qualidade do equipamento, e principalmente o fato dele ler ou năo todos os tipos de CD's. Muitos CD-ROM's, lęem apenas CD's prateados, năo conseguindo ler CD's gravados. Sem dúvida isso lhe dará muito mais dor de cabeça do que simplesmente gastar mais alguns segundos para instalar um programa qualquer. Se vocę tem um CD de 12 ou 8x, que está funcionando corretamente, entăo năo pense em trocar. Seria dinheiro jogado fora. O Gabinete: Existem vários tipos de gabinetes. Os mini torre, long tower, ATX, etc. Os mais usados săo os mini torre, muito provavelmente o seu micro está montado num desses gabinetes. Porém, ao trocar a placa măe num upgrade, talvez seja preciso trocar também o gabinete. As placas măe diferenciam-se também pelo tamanho: as AT, e baby At, săo bem acomodadas por gabinetes mini torre ou long tower. Mas outras só encaixam em gabinetes ATX. Falando em ATX, estes gabinetes oferecem recursos năo encontrados em seus irmăos menores, como a possibilidade de desligar o micro via software e uma fonte inteligente. Decida com cuidado os componentes do seu micro que devem ser trocados, levando em consideraçăo, todos os aspectos discutidos até agora, e principalmente o uso do micro. Năo se deixe levar pelo marketing dos fabricantes, achando que se o seu micro năo é um top de linha, ele está obsoleto. Um bom micro é aquele que satizfaz as suas nescessidades, năo importa se é um 486 ou um Pentim II Xeon com 512 MB de RAM. Bhagavata Hard&Cia - 2001 |
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